Thursday, 19 August 2010

James and the Giant Peach [1996]


http://www.imdb.com/title/tt0116683/

Friday, 13 August 2010

a combination of

sometimes 2 minutes are enough but something tells me that those 2 minutes don`t normally look like 120 seconds.when you really need those 2 minutes there`s someone playing games with time so you can think about experience life for just a really small fraction of time...
2 minutes are never enough.
some other times you can actually feel so much in 2 minutes that seems that your heart is coming off your chest...needs space...needs to breathe. some people say it`s desperation, some people say it`s love.

someone gave me a crystal a few days ago, a nice pink energetic crystal...

Friday, 6 August 2010

extra...

i said something to you the other day, that day that`s already gone. and then you said something to me so i could remember what i said to you before. stones and stories, stones and laughs, and stones and looks. i never remember what i said before the present day. i usually don`t think about what i say when i`m talking... sometimes i just remember the things i do. always the same, i know what it is... i just don`t know where to look for. a vision of white becoming black and black and black...and then nothing else. a vision of the whole feeling, the warm fellowship taking care... i suddenly understand that everyone`s around except me. so maybe i should just think about moving and unblock the space, start moving around consciously and paint a new scenario. stones... three stones, you know what i mean.

Sunday, 1 August 2010

July 2010

fogo posto à deriva num deserto de pedras vai ardendo paralelo ao seu oposto natural
alimentando-se mutuamente organizam todo um bizarro set de visões
há quem se escandalize
há quem se deslumbre.
com vento que vem lá do outro lado do paraíso geram-se sombras e semblantes saídos de imaginários independentes
e há quem viva o momento contando histórias que facilmente recuperará.

fogo posto à deriva entre duas forças que sempre se acusam, solidarizam-se quando uma se descontrola e humanizam-se evoluindo....

Sunday, 25 April 2010

Fish Tank [2009]


http://www.imdb.com/title/tt1232776/

Friday, 2 April 2010

Thursday, 25 February 2010

Note

Ana is working too many hours. She`ll be back soon.

Monday, 18 January 2010

Toi mon amour, mon amie





 Quand je rêve c'est de toi

 Quand je chante c'est pour toi

  Je ne peux vivre sans toi

  Et je ne sais pas pourquoi

Wednesday, 13 January 2010

Into the Wild by Jon Krakauer

"No man ever followed his genius till it misled him. Though the result were bodily weakness, yet perhaps no one can say that the consequences were to be regretted, for these were a life in conformity to higher principles. If the day and the night are such that  you greet them with joy, and life emits a fragrance like flowers and sweet-scented herbs, is more elastic, more starry, more immortal, - that is your success. All nature is your congratulation, and you have cause momentarily to bless yourself. The greatest gains and values are farthest from being appreciated. We easily come to doubt if they exist. We soon forget them. They are the highest reality... The true harvest of my daily life is somewhat as intangible and indescribable as the tints of morning or evening. It is a little star-dust caught, a segment of the rainbow which I have clutched."
Henry David Thoreau, Walden, or Life in the Woods
Passage highlighted in one of the books found with Chris McCandless`s remains

Tuesday, 12 January 2010

A não perder...





http://www.imdb.com/title/tt1259014/

Interregno

Andamos sempre, de um lado para o outro, com questões que não tem rigorosamente ligação com o que realmente importa. Quando se procura o que fazer sem existir qualquer cumplicidade por parte da vontade, atinge-se um estado que acaba por se definir como a não existência, a nulidade. Mesmo uma essência que se procura individualizar acaba por seguir o caminho oposto sem ter qualquer noção de orientações, por mais simples e expostas que estas se apresentem. Esquecem-se, por momentos, os conceitos relacionados com objectivos ou mesmo dados já anteriormente adquiridos e, principalmente, não existe qualquer base que pressupõe questões em desenvolvimento ou por desenvolver. Não se desmente nem se contradiz; não se equaciona nem se confirma.
Instantes são os que passam entre a semi lucidez e a conduta que se deve obedecer. Sentir que "o que depois virá" apagará todo o "agora" não desenvolve nem acende qualquer chama de esperança, pois nunca se tem o tempo a favor. A favor está sim a contradição da estagnação momentânea que persiste em ser identificada como um estado de ser.

Tuesday, 8 December 2009

Recomendo pensar sobre...



Liberty and democracy become unholy when their hands are dyed red with innocent blood.

Gandhi, Non-violence in Peace and War, 1948

Thursday, 22 October 2009

As leituras que me chegam de Portugal

"Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!"


Miguel Sousa Tavares in "Expresso"

Tuesday, 20 October 2009

Outra recomendação




http://www.imdb.com/title/tt0461694/

Thursday, 15 October 2009

Recomendo




http://www.imdb.com/title/tt1078588/

Friday, 9 October 2009

Recomendo




http://www.imdb.com/title/tt1327801/

Sunday, 4 October 2009

Mad World - Gary Jules

bloco de notas

Sopra um frio gelado lá fora. Da janela vê-se o patio. A composição das folhas que balançam ao sabor do vento deixa antever o cobertor sobre o corpo quando a noite se decidir a chegar. Dentro do quarto uma vela dá cor ao ambiente, queimando lentamente
enquanto os minutos não se esgotam. A chávena do café insiste me manter-se cheia e quente. Ao som das melodias de sempre, aquelas que aconchegam o coração, os desejos de partilha permanecem intensos, mas ocos. Viaja-se então por entre as dimensões que nos favorecem a sentir de novo o que se deseja no agora e soltam-se suspiros de algum conformismo e muita contemplação. O olhar passeia-se no vazio, vendo apenas o real interno e deixando todo o mundo físico num qualquer plano nulo de existência. O céu varia entre uma variedade de tons cinzentos enquanto gaivotas se aventuram a dançar pelos ares frios e ventosos.
Lá em baixo, ao pé do mar, vi um raio de sol reflectido nas águas.

Thursday, 1 October 2009

Recomendo






http://www.imdb.com/title/tt1247692/