Thursday, 18 June 2009
Citação
Álvaro Magalhães, Guardado no Coração
Thursday, 4 June 2009
Thursday, 28 May 2009
Palavra
Deixei tudo para trás e caminhei.
Permaneci. Uma presença sem essência num cenário agitado e cheio de vida. Permaneci sem estar, proporcionando ao palco em questão o balanço natural entre o que é e o que deixa de ser.
Descobri um pouco mais do que já conhecia sem qualquer aparente interesse. Emergi no tumulto dos que nada fazem e tudo querem e continuei a evitar ser. Envolvi-me no ambiente e procurei.
Ainda existe no outro alguém um pouco de mim.
Friday, 15 May 2009
Wednesday, 13 May 2009
Tuesday, 12 May 2009
Cancro da próstata
Sinto-me só porque não te tenho perto. Quero abraçar-te e dizer-te que vai tudo correr bem, apesar das minhas lágrimas serem espelho do medo que me assola. Anseio estar na tua cabeceira e falar-te sobre qualquer coisa só para te ver sorrir e sentir o quanto gostas de mim. Estar longe duplica a proporção do que te atinge por dentro e eu não sei ver o real, não sei ver-te. Quero estar perto para te poder sorrir e acalentar teu coração… o meu bate por ti.
Monday, 20 April 2009
Wednesday, 25 March 2009
Painéis de controle
Para quê ser igual a todos quando se aspira a uma individualidade? Existirá alguma fórmula que devemos todos seguir? A fórmula da árvore da vida parece extinguir-se e apenas fazer sentido quando formamos o nosso pensamento, enquanto pré-adultos, pois passada essa destemida validade os ramos parecem murchar e não mais dar sentido ao que nos individualiza.
Por momentos, faz sentido o que todos os existencialistas radicais pensam de tudo o que se mecaniza e automatiza. Olhando bem à minha volta, tudo isso parece aplicado e bem estudado por quem decide que assim é melhor e assim será sempre melhor. A mente não segue a essência, apenas mente a si mesma.
Por conseguinte, só consegue ser feliz quem lucra. Nesta cadeia viciada há espaço para todos porque todos acabam por querer lucrar com os lucros alheios. E, no fundo, acabamos sempre a remar na mesma direcção, deixando para trás algo que nos humaniza… aos poucos e poucos parece que perdemos um pouco de nós e ganhamos um pouco dos outros. (Des)Equilíbrio.
Monday, 2 March 2009
Thursday, 26 February 2009
Às vezes...sim
É dificl perceber-me como alguém que não está quando a minha presença é possuidora de tão forte sentido, indiferente ao cenário que agora me encerra. Ao contrário de outros tempos, deambular é, agora, uma actividade livre a que o corpo recorre vezes demais, procurando sempre argumentos para dar vagar ao coração. Apesar de muitas serem as desconfianças do si-mesmo, o outro nunca se apresenta como espelho ou como reflexo, aparecendo apenas como o outro, aquele que não interfere nem deseja ser conjugado num plural constrangedor e próximo demais. Sem dúvida que o plural também aqui existe, contudo é conjugado numa base diferente e conscienciosa, onde reina o respeito e o cuidado com as acções, sejam estas verbais ou gestuais. Pensando bem, a grande diferença entre os cenários, baseia-se apenas no espaço que é cedido a cada um e o uso que se faz do mesmo, pois mesmo aqui se misturam espaços como se de campos energéticos se tratassem.
A fluidez dos dias, do que acontece por aqui e por acolá, obedecem apenas à mesma regra de sempre, o tempo. Sentindo apenas contrariedades quanto ao fluido temporal, continuo a pensar se não seremos todos influenciados pela dura ambiguidade com que sempre nos apresenta ou se, pelo contrário, ele se guia pela conjugação de seres que aparentamos ser, indecisos e boémios, sem certezas dos sins e dos nãos, mas sempre com a mais vil certeza realtivamente aos talvez. A sensação que tenho é que, no fundo, parecemos não ter ainda encontrado a nossa maior limitação e é por isso que ainda não entendemos como fazer a corrente dos tempos fluir a nosso favor.
Seja como for, o livre pensar aprenta-se sempre como a camuflagem mais que perfeita para escapar a tudo o que se relacione com limitações espacio-temporais. Os ecos soam lá ao longe, onde, possivelmente, alguém lhes dá algum sentido. para além daquele que pertence ao senso mais comum. Arbitrariedades à parte, joga-se agora num campo bem distinto do normal: a dupla-realidade, a que é e se ignora, e a que ainda não é (em essência) e se vive.
Controlar sempre foi uma acção que vive de mãos dadas com o poder. Com ou sem vontades/desejos, quem pode controla e quem controla tudo pode, não sendo esta a única ordem das acções, pois de mutabilidade também estão elas mascaradas.
Resta-nos poder sentir alguma vontade de controlar o que podemos ou não desejar, ou mesmo desejar algum controle sobre o que sentimos ou não vontade de poder fazer...
to be continued...
Tuesday, 24 February 2009
Chega de Saudade by Tom Jobim
Thursday, 29 January 2009
Why Not?
Wednesday, 28 January 2009
A pensar...
Tuesday, 27 January 2009
Tuesday, 20 January 2009
Monday, 12 January 2009
Novas formas de ser
(Bate forte, mais forte)
Sentindo-se apenas um leve mau estar, parece que somos sugados num vácuo de incertezas sem se ter qualquer tipo de controle sobre a mente que se enrola e enrola em abstracções imaginadas. Num momento estamos sobre os montes a respirar uma infinidade de ar puro e, no outro, sente-se o ar escasso, o peso do mesmo e o difícil que é inspirar.
Salvem-se as intenções ou mesmo a negação de tudo o que permanece,pois nada parece ser o que, relamente, é.
Nos instantes seguintes, nada muda... Ciclo após ciclo, novos ciclos se originam, dando coninuidade ao que se tem desenvolvido.
Palavras sem fundamento querem parecer as correctas; contudo, se as existem, não as sei pronunciar. Quando tudo se apresenta num novo mundo de condições, regressamos à infância para aprender quase tudo de novo,pois quando pensamos já ter integrado em nós quem somos e como somos, somos surpreendidos com novas formas de ser.
Sunday, 4 January 2009
Excertos inacabados entre eu & tu
…encontrámo-nos tão cedo…
…fomos vivendo cada dia…
…eu não lia nada daquilo, mas hoje tudo faz sentido…
…e no entanto era apenas aquilo, fosse o que fosse era muito subtil…
…e eu pensei para mim: ”Ora, que merda!”…
…ó p`ra nós agora … Do que mais nos lembramos?...
…o banco em frente… A beber coca-cola e a comer porcarias…
…nunca deixes de sorrir…
…é algo que transmites muito amor…
Tuesday, 11 November 2008
Agora mesmo
Já pinto imagens conhecidas para mais tarde saber que ainda existem e que, provavelmente, continuam no mesmo sítio de sempre. Percorro, sem querer, ruas e praças das quais nunca senti falta, nem mesmo agora. Os sopros que sempre sinto parecem-me tão familiares que nem lhes sei atribuir essência; sendo imprevisíveis, nem anunciam chegadas ou ausências, o que, de certa forma, sempre foi o que mais me atraiu neles.
O “agora” pertence-me, mas apenas por breves instantes. Todos os “agoras” retêm em si uma pertença inatingível, pois só deles dá conta quem o tempo controla. Eu não sei manipular tal magia. Quero apenas sentir muitos “agoras” agora.










