Thursday, 18 June 2009

Citação

"Amar uma pessoa é achar que ela é perfeita e diferente de toda a gente. Mesmo que não o seja. É estúpido, mas o amor é assim, uma estupidez sublime!"

Álvaro Magalhães, Guardado no Coração

Thursday, 4 June 2009

Yann Tiersen - 19th May @ Concorde 2, Brighton





Pic by Mel K aka TristitiaQuaedam http://tristitiaquaedam.deviantart.com/

Thursday, 28 May 2009

Palavra

Deambulei. Nada dei de mim pois tudo deixei dentro de outro alguém. Deambulei sem rumo, fazendo vezes sem conta os caminhos de volta de quem por mim passava. Montes verdes, caminhos sinuosos, pedaços de vidas acontecendo todos ao mesmo tempo.
Deixei tudo para trás e caminhei.
Permaneci. Uma presença sem essência num cenário agitado e cheio de vida. Permaneci sem estar, proporcionando ao palco em questão o balanço natural entre o que é e o que deixa de ser.
Descobri um pouco mais do que já conhecia sem qualquer aparente interesse. Emergi no tumulto dos que nada fazem e tudo querem e continuei a evitar ser. Envolvi-me no ambiente e procurei.
Ainda existe no outro alguém um pouco de mim.

Friday, 15 May 2009

A não perder




http://www.imdb.com/title/tt0378284/







http://www.imdb.com/title/tt0417189/

Wednesday, 13 May 2009

Tuesday, 12 May 2009

Recomendo




http://www.imdb.com/title/tt0439100 /

Cancro da próstata

Querido pai,

Sinto-me só porque não te tenho perto. Quero abraçar-te e dizer-te que vai tudo correr bem, apesar das minhas lágrimas serem espelho do medo que me assola. Anseio estar na tua cabeceira e falar-te sobre qualquer coisa só para te ver sorrir e sentir o quanto gostas de mim. Estar longe duplica a proporção do que te atinge por dentro e eu não sei ver o real, não sei ver-te. Quero estar perto para te poder sorrir e acalentar teu coração… o meu bate por ti.

Monday, 20 April 2009

Recomendo



http://www.imdb.com/title/tt0206036/




http://www.imdb.com/title/tt0116607/

Wednesday, 25 March 2009

Painéis de controle

Talvez um dia entenda o significado de tantos obstáculos que se impõem quando tudo parece ser tão simples e realizável. Faz alguma confusão quando as nossas acções são constantemente impedidas de ter uma continuação normalmente assumida como “seguimento natural” e passam a ser obstruções a algo maior do que nós, algo que não nos é nunca possível de alcançar, essa tão desejada perfeição.
Para quê ser igual a todos quando se aspira a uma individualidade? Existirá alguma fórmula que devemos todos seguir? A fórmula da árvore da vida parece extinguir-se e apenas fazer sentido quando formamos o nosso pensamento, enquanto pré-adultos, pois passada essa destemida validade os ramos parecem murchar e não mais dar sentido ao que nos individualiza.
Por momentos, faz sentido o que todos os existencialistas radicais pensam de tudo o que se mecaniza e automatiza. Olhando bem à minha volta, tudo isso parece aplicado e bem estudado por quem decide que assim é melhor e assim será sempre melhor. A mente não segue a essência, apenas mente a si mesma.
Por conseguinte, só consegue ser feliz quem lucra. Nesta cadeia viciada há espaço para todos porque todos acabam por querer lucrar com os lucros alheios. E, no fundo, acabamos sempre a remar na mesma direcção, deixando para trás algo que nos humaniza… aos poucos e poucos parece que perdemos um pouco de nós e ganhamos um pouco dos outros. (Des)Equilíbrio.

Emiliana Torrini - March 14, St George`s Church, Brighton

Thursday, 26 February 2009

Às vezes...sim

É dificl perceber-me como alguém que não está quando a minha presença é possuidora de tão forte sentido, indiferente ao cenário que agora me encerra. Ao contrário de outros tempos, deambular é, agora, uma actividade livre a que o corpo recorre vezes demais, procurando sempre argumentos para dar vagar ao coração. Apesar de muitas serem as desconfianças do si-mesmo, o outro nunca se apresenta como espelho ou como reflexo, aparecendo apenas como o outro, aquele que não interfere nem deseja ser conjugado num plural constrangedor e próximo demais. Sem dúvida que o plural também aqui existe, contudo é conjugado numa base diferente e conscienciosa, onde reina o respeito e o cuidado com as acções, sejam estas verbais ou gestuais.  Pensando bem, a grande diferença entre os cenários, baseia-se apenas no espaço que é cedido a cada um e o uso que se faz do mesmo, pois mesmo aqui se misturam espaços como se de campos energéticos se tratassem.

A fluidez dos dias, do que acontece por aqui e por acolá, obedecem apenas à mesma regra de sempre, o tempo. Sentindo apenas contrariedades quanto ao fluido temporal, continuo a pensar se não seremos todos influenciados pela dura ambiguidade com que sempre nos apresenta ou se, pelo contrário, ele se guia pela conjugação de seres que aparentamos ser, indecisos e boémios, sem certezas dos sins e dos nãos, mas sempre com a mais vil certeza realtivamente aos talvez. A sensação que tenho é que, no fundo, parecemos não ter ainda encontrado a nossa maior limitação e é por isso que ainda não entendemos  como fazer a corrente dos tempos fluir a nosso favor.

Seja como for, o livre pensar aprenta-se sempre como a camuflagem mais que perfeita para escapar a tudo o que se relacione com limitações espacio-temporais. Os ecos soam lá ao longe, onde, possivelmente, alguém lhes dá algum sentido. para além daquele que pertence ao senso mais comum. Arbitrariedades à parte, joga-se agora num campo bem distinto do normal: a dupla-realidade, a que é e se ignora, e a que ainda  não é (em essência) e se vive.

Controlar sempre foi uma acção que vive de mãos dadas com o poder. Com ou sem vontades/desejos, quem pode controla e quem controla tudo pode, não sendo esta a única ordem das acções, pois de mutabilidade também estão elas mascaradas.

Resta-nos poder sentir alguma vontade de controlar o que podemos ou não desejar, ou mesmo desejar algum controle sobre o que sentimos ou não vontade de poder fazer...

 

to be continued... 

Tuesday, 24 February 2009

Chega de Saudade by Tom Jobim

Vai, minha tristeza, e diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe, numa prece, que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas, se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim
Vinicius de Moraes

Thursday, 29 January 2009

Why Not?


I've noticed you're around
I find you very attractive
Would you go to bed with me?
(Touch and Go - Would You...?)

Wednesday, 28 January 2009

A pensar...

(Há momentos em que parto para não sei onde. Na-
vegação espiritual. Ou dispersão na terra abstracta, a
única que se vê quando não se vê. São as grandes caça-
das dentro de mim mesmo, a busca da magia perdida,
uma palavra cintilante, uma perdiz imaginária, um so-
pro, um ritmo, uma esécie de bafo. Como o teu. Às
vezes sinto-o, outras não. Mas sei que estás aí, algures,
enroscado na minha própria solidão.)
in Cão como Nós, Manuel Alegre

Tuesday, 27 January 2009


Monday, 12 January 2009

Novas formas de ser

O coração bate mais rápido à medida que se pensa no que se quer entender. Consente-se esse sentir estranho que assola o estado de ser mas, em simultaneo, desejos de que tal estado se prolongue não são permanentes.
(Bate forte, mais forte)
Sentindo-se apenas um leve mau estar, parece que somos sugados num vácuo de incertezas sem se ter qualquer tipo de controle sobre a mente que se enrola e enrola em abstracções imaginadas. Num momento estamos sobre os montes a respirar uma infinidade de ar puro e, no outro, sente-se o ar escasso, o peso do mesmo e o difícil que é inspirar.
Salvem-se as intenções ou mesmo a negação de tudo o que permanece,pois nada parece ser o que, relamente, é.
Nos instantes seguintes, nada muda... Ciclo após ciclo, novos ciclos se originam, dando coninuidade ao que se tem desenvolvido.
Palavras sem fundamento querem parecer as correctas; contudo, se as existem, não as sei pronunciar. Quando tudo se apresenta num novo mundo de condições, regressamos à infância para aprender quase tudo de novo,pois quando pensamos já ter integrado em nós quem somos e como somos, somos surpreendidos com novas formas de ser.

Sunday, 4 January 2009

Excertos inacabados entre eu & tu

… gosto quando sonhamos juntas….

…encontrámo-nos tão cedo…
…fomos vivendo cada dia…
…eu não lia nada daquilo, mas hoje tudo faz sentido…
…e no entanto era apenas aquilo, fosse o que fosse era muito subtil…

…e eu pensei para mim: ”Ora, que merda!”…
…ó p`ra nós agora … Do que mais nos lembramos?...
…o banco em frente… A beber coca-cola e a comer porcarias…

…nunca deixes de sorrir…
…é algo que transmites muito amor…

Tuesday, 11 November 2008

Agora mesmo

Já vos imagino a uma distância considerável e inalcansável ao olho humano. Ainda não relembro mas já sei antever os silêncios que vos pensam e vos tentam participar pormenores vários de uma vida ainda não vivida. Não sei ainda porque me preservo da forma que o faço, pois apenas sei que meu escudo me alenta ao mesmo tempo que me transforma.

Já pinto imagens conhecidas para mais tarde saber que ainda existem e que, provavelmente, continuam no mesmo sítio de sempre. Percorro, sem querer, ruas e praças das quais nunca senti falta, nem mesmo agora. Os sopros que sempre sinto parecem-me tão familiares que nem lhes sei atribuir essência; sendo imprevisíveis, nem anunciam chegadas ou ausências, o que, de certa forma, sempre foi o que mais me atraiu neles.

O “agora” pertence-me, mas apenas por breves instantes. Todos os “agoras” retêm em si uma pertença inatingível, pois só deles dá conta quem o tempo controla. Eu não sei manipular tal magia. Quero apenas sentir muitos “agoras” agora.