uma minúscula partícula de mim tenta conciliar pensamentos.
ao lado de uma pequena mas permanente frustração académica, está uma vontade de saltar rumo às núvens, para nelas me deixar permanecer. Houvesse em mim coragem para o fazer e já outra história vos estaria a contar.
Tento contar os passos que daria até chegar lá acima...seriam tantos quantos aqueles que me impõe para chegar ao conhecimento absoluto e absurdo das práticas educativas que um dia alguém decidiu que seriam as melhores (pior: alguém ainda pensa que são mesmo as melhores e mais adequadas!)
A janela propõe-se então como escapatória ao terreno das práticas desarticuladas dos anos 80. Desconfio que mais de metade da inteligência no mundo desabrochou nessa época e por aí ficou. E, caso não se tenha perdido mas ande escondida, peço aos céus que se mostre, para que em mim se ilumine a chama da confiança e significado.
Dada a hora, já as núvens se dissiparam por entre as tonalidades escuras do céu. Assim também o conhecimento adquirido à pressão se dissipa, sempre mais depressa do que se espera.
Deixemos o passado no seu lugar. Não faz sentido tomá-lo como parte do presente quando no agora se faz tanto.
Sunday, 20 April 2008
Saturday, 19 April 2008
Somos

olho a mala vermelha deixada propositadamente em cima da cama. dentro dela encontra-se um pequeno pedaço de ti, do teu corpo que explorei. não lhe toco com receio de que o meu cheiro se misture com o teu... quero apenas o teu. mantenho-a onde quero, sempre perto. quero-a ali, naquele canto. posso ve-la de qualquer perspectiva ... e presencio-te quando toco, com gestos sempre suaves, e sinto a textura, o perfume. leva-me para longe, leva-me até ti, amor...
quero-te a ti, num cenário com luzes de natal. quero-te numa carpete áspera onde passemos horas a fazer isto e aquilo. quero-te num quarto com uma janela sempre meio aberta, com vista para todos aqueles que por ela passam. quero-te. quero-te numa cozinha onde partes queijo sobre uma mesa sempre com pedaços de vidas de outros. quero-te frente a um espelho, sentada num banco a arranjar a franja. quero-te em frente ao pc a escolher as músicas mais belas. quero-te a olhar para mim e a cantar. quero-te, quero-te, quero-te. quero-te a sair de manhã lutando contra a vontade de ficar. quero-te a beber cidra enquanto eu bebo coca-cola. quero-te a fazer amor comigo. quero-te a passear na rua comigo, de mãos dadas. quero-te a sorrir e abraçada a mim. quero-te sempre porque sim.
Pic by Mel K.
Monday, 14 April 2008
Mais um pequeno pedaço de Self
sento-me e descrevo o que olhar não vê, mas o que o coração sente.
assim de repente, lembro-me dos cheiros e vivências a que agora me comprometo.
as distâncias estão tão longe que pouco conseguem alcançar...não lhes sinto muita falta. O que agora me situa tem um maior sentido, assim como uma realidade mais conveniente, e será talvez por isso que me deixo levar, como quem apanha um comboio com destino "realidade".
os destinos assim são menos crueis, mais afáveis e calorosos. Mesmo que, por momentos conscientes, me deixe permanecer em situações e vidas comuns, experimento movimentar-me e apurar-me em novos sabores. E que bem me sabem!
continuo, no entanto, a pensar que regresso e des-regresso. Tanto mais, retenho o meu pensamento em passos de corrida que vão sendo necessários e como preciso aprender a correr...sempre a direito, sem atalhos ou falsas pistas. Descortinar olhares e traços que invejam... associar proezas a bem-estar espiritual.
em sentido contrário, a evolução não é possivel. É no sentido da descoberta (o que tem continuidade) que pretendo caminhar rumo a mim mesma, como quem desbrava terrenos à procura de sementes da terra.
assim de repente, lembro-me dos cheiros e vivências a que agora me comprometo.
as distâncias estão tão longe que pouco conseguem alcançar...não lhes sinto muita falta. O que agora me situa tem um maior sentido, assim como uma realidade mais conveniente, e será talvez por isso que me deixo levar, como quem apanha um comboio com destino "realidade".
os destinos assim são menos crueis, mais afáveis e calorosos. Mesmo que, por momentos conscientes, me deixe permanecer em situações e vidas comuns, experimento movimentar-me e apurar-me em novos sabores. E que bem me sabem!
continuo, no entanto, a pensar que regresso e des-regresso. Tanto mais, retenho o meu pensamento em passos de corrida que vão sendo necessários e como preciso aprender a correr...sempre a direito, sem atalhos ou falsas pistas. Descortinar olhares e traços que invejam... associar proezas a bem-estar espiritual.
em sentido contrário, a evolução não é possivel. É no sentido da descoberta (o que tem continuidade) que pretendo caminhar rumo a mim mesma, como quem desbrava terrenos à procura de sementes da terra.
Thursday, 3 April 2008
Des(encontros)
o fenómeno de lançamentos de livros, pequenas palestras, tertúlias - em particular os da área científa - geram sempre um aglomerado de pessoas do círculo. Pessoas essas que se cumprimentam e sorriem sempre, para onde quer que virem a cabeça, parecendo procurar constantemente novos conhecidos para abraçar e dizerem, com o sorriso, "eu também estou aqui, estás a ver?".
é do meu particular interesse observar estes comportamentos, na medida em que sou sempre das pessoas que não conhece ninguém, não cumprimenta nem abraça ser algum. Não me sinto peixe fora de água, sinto apenas que me deixam nadar à vontade em àguas comuns.
E a conversa e os sorrisinhos nunca acabam... mesmo durante a apresentação, deixam escapar um adeus àquela que ali ficou na mesa do fundo; ou então uma pequena mímica feita ao colega Dr., tentando passar desajeitadamente as palavras "a gente ve-se no café depois,ta?". O Dr. solta um ok (e mais um sorriso) - e neste momento já devem ter perdido alguma das ideias mais interessantes partilhadas pelo orador. Mas pelo menos o café ficou combinado!
após os devidos discursos, era hora de presentear o público com alguns momentos musicais: ora temos um fadinho, ora um sambinha. O radical nisto tudo foi ainda termos um jazz e um remix... e tudo isto com as simples palavras de Florbela Espanca...ai o amor, ai o amor!!
quando dou por mim, já a sessão acabou e todos se dirigem para um novo aglomerado. caminho para lá e... fez-se luz!após uns copos de vinho do pó, uns canapés e uns dedos de conversa, lá comprei o livro da senhora - afinal, gostei de tudo à volta dela, sejam palavras,
sorrisos ou expressões.
Referência (não segundo as normas da cooperativa...poupem-me) - "Eu quero amar, amar perdidamente" Isabel Abecassis Empis
não sei discernir bem se gosto destes eventos pelo facto de ser sempre anónima entre os presentes, ou se, pelo contrário e pegando na ideia da minha acompanhante de sempre nestas rondas, "a gente gosta é de festa!"
independente da razão,venha a próxima :)
é do meu particular interesse observar estes comportamentos, na medida em que sou sempre das pessoas que não conhece ninguém, não cumprimenta nem abraça ser algum. Não me sinto peixe fora de água, sinto apenas que me deixam nadar à vontade em àguas comuns.
E a conversa e os sorrisinhos nunca acabam... mesmo durante a apresentação, deixam escapar um adeus àquela que ali ficou na mesa do fundo; ou então uma pequena mímica feita ao colega Dr., tentando passar desajeitadamente as palavras "a gente ve-se no café depois,ta?". O Dr. solta um ok (e mais um sorriso) - e neste momento já devem ter perdido alguma das ideias mais interessantes partilhadas pelo orador. Mas pelo menos o café ficou combinado!
após os devidos discursos, era hora de presentear o público com alguns momentos musicais: ora temos um fadinho, ora um sambinha. O radical nisto tudo foi ainda termos um jazz e um remix... e tudo isto com as simples palavras de Florbela Espanca...ai o amor, ai o amor!!
quando dou por mim, já a sessão acabou e todos se dirigem para um novo aglomerado. caminho para lá e... fez-se luz!após uns copos de vinho do pó, uns canapés e uns dedos de conversa, lá comprei o livro da senhora - afinal, gostei de tudo à volta dela, sejam palavras,
sorrisos ou expressões.
Referência (não segundo as normas da cooperativa...poupem-me) - "Eu quero amar, amar perdidamente" Isabel Abecassis Empis
não sei discernir bem se gosto destes eventos pelo facto de ser sempre anónima entre os presentes, ou se, pelo contrário e pegando na ideia da minha acompanhante de sempre nestas rondas, "a gente gosta é de festa!"
independente da razão,venha a próxima :)
Tuesday, 1 April 2008
*
vamos extrapolar o ridiculo...porque não? hajam almas corajosas que o façam prontamente!!desafio quem neste jogo entrar a trasnformar-se, a desejar-se. não cedam a limites, ultrapassem-nos e ergam-se...
não se cansem, não deixem de desejar, vamos embriagar-nos de sentires e actos ilegais!
(o corpo estendido no chão, ofegante, não quer cessar... chama por mais, anseia o limite)
as palavras coexistem com ritmos pretensiosos de imagens pensadas, mesmo que ninguém lhes perceba o sentido. afinal, o ridiculo de ser ridiculo é ser apenas ridiculo...com loucura, sem lógica significativa. e o que atrai em tudo isto é a desforra contra a seriedade e limitação, a prisão do não ser politicamente correcto.
assustador? não, de todo. libertador? por certo será.
peace*
não se cansem, não deixem de desejar, vamos embriagar-nos de sentires e actos ilegais!
(o corpo estendido no chão, ofegante, não quer cessar... chama por mais, anseia o limite)
as palavras coexistem com ritmos pretensiosos de imagens pensadas, mesmo que ninguém lhes perceba o sentido. afinal, o ridiculo de ser ridiculo é ser apenas ridiculo...com loucura, sem lógica significativa. e o que atrai em tudo isto é a desforra contra a seriedade e limitação, a prisão do não ser politicamente correcto.
assustador? não, de todo. libertador? por certo será.
peace*
ausências e constrangimentos
o "deparar-me com", depois de uma breve ausência, empurra-me, de súbito, para um agir pouco pensado, impulsivo e deveras estranho. com alguma comédia negra pelo meio, vejo que estas situações acontecem de forma totalmente imprevista e sem lugar previamente marcado.
moldado também pela sua sequência extensa e numerosa, dou vagar à memória para retornar a outros tais momentos incólomes. sinto então que um filme desfragmentado se desenrola perante mim, e pedaços de pedaços meus se tentam unir com o intuito de formar um sentido que nitidamente nunca teve...nem terá.
de braços dados, vem uma imaginação discreta, que tenta vestir-se de transparente e passar despercebida. a desgraça está mesmo nessa trasnparência... porque se vê. e nela se afiguram vultos desordenados de passados um tanto ou quanto atormentados, seja pela alegria, ou pela insanidade de ser alegre.
nesta sequência doentia, tenta, ainda que timidamente, emergir a lógica das pertenças. sim, porque perante a descrição acima elaborada, uma certa confusão reina no mundo dos pensadores pensantes. mas, como é sabido, ninguém se descuida de um laço prontamente amarrado ao peito, junto à bomba que nos permite viver e, sobretudo, gostar de viver.
quebram-se as leis, derrubam-se muros, debatem-se ideias, transformam-se mentes...
e tudo isto à mercê de qualquer um, sem custos adicionais.
have a nice day :)
moldado também pela sua sequência extensa e numerosa, dou vagar à memória para retornar a outros tais momentos incólomes. sinto então que um filme desfragmentado se desenrola perante mim, e pedaços de pedaços meus se tentam unir com o intuito de formar um sentido que nitidamente nunca teve...nem terá.
de braços dados, vem uma imaginação discreta, que tenta vestir-se de transparente e passar despercebida. a desgraça está mesmo nessa trasnparência... porque se vê. e nela se afiguram vultos desordenados de passados um tanto ou quanto atormentados, seja pela alegria, ou pela insanidade de ser alegre.
nesta sequência doentia, tenta, ainda que timidamente, emergir a lógica das pertenças. sim, porque perante a descrição acima elaborada, uma certa confusão reina no mundo dos pensadores pensantes. mas, como é sabido, ninguém se descuida de um laço prontamente amarrado ao peito, junto à bomba que nos permite viver e, sobretudo, gostar de viver.
quebram-se as leis, derrubam-se muros, debatem-se ideias, transformam-se mentes...
e tudo isto à mercê de qualquer um, sem custos adicionais.
have a nice day :)
Thursday, 20 March 2008
DCD - Hymn for the fallen
My attends to you as a mother fears while her children sleep
Now look, see how they're dreaming
The black reciteries, while the children dream
Don't go so deep in slumber
Where you'll shy
Know you'll wander in sleep
Don't you fly too far away
Some men die without crying
Suffering so long and alone
Softly, children, dry your eyes
Gently, children, be wise
My attends to you as a mother hears all her children's fears
So don't cry, all will wash away when we pray
Soon, soon, soon, soon, soon
So if it's okay, i'll wait with you while the sun began to shine
Oh look, your wings are broken
But never a lie was spoken
The murdered thing is love, you see
Drifting on a lake of memory
Now sleep, close your eyes and have no fear
A wide blue sky is very near
Soon, soon, soon, soon, soon
Now sleep, close your eyes and have no fear
A wide blue sky is very near
Now look, see how they're dreaming
The black reciteries, while the children dream
Don't go so deep in slumber
Where you'll shy
Know you'll wander in sleep
Don't you fly too far away
Some men die without crying
Suffering so long and alone
Softly, children, dry your eyes
Gently, children, be wise
My attends to you as a mother hears all her children's fears
So don't cry, all will wash away when we pray
Soon, soon, soon, soon, soon
So if it's okay, i'll wait with you while the sun began to shine
Oh look, your wings are broken
But never a lie was spoken
The murdered thing is love, you see
Drifting on a lake of memory
Now sleep, close your eyes and have no fear
A wide blue sky is very near
Soon, soon, soon, soon, soon
Now sleep, close your eyes and have no fear
A wide blue sky is very near
Monday, 17 March 2008
sentimentos que se elevam

faço pesquisas de memórias em registos pendentes
deixei-os assim por, simplesmente, assim terem de ficar
actos irreflectidos ou mecanismos de defesa...sejam lá o que forem, ficaram em espera.
devolvo-os agora a mim mesma como quem se devolve a uma pátria, a um ninho
no fundo, onde pertenço é onde não quero estar
o meu "estar" encontra-se, neste momento, num paradoxal campo de existência.
sem mapas ou coordenadas, sigo pensando
e escolho seguir emoções, impulsos e existências com sentido,
oportunidades reais, situadas num "ainda" não palpável.
se me encontrarei ou não, é questão que permenece adormecida
mas decerto (e com esperança espero que) um espaço me irá ser concedido.
Tuesday, 4 March 2008
carta dirigida

aos doutores e mestres,
meus caros, muitos são os do vosso círculo que não merecem palavras de bem dizer.
são formados, sim - mas não em relações humanas (questiono-me sobre a vossa prórpia identidade...com pena!), são inteligentes, sim - mas não ao ponto de entenderem que saber relacionar-se é algo crucial para a vossa própria felicidade e realização...
não sei bem se vale a pena pensar em tais seres, pois tudo o que os abraça são raízes velhas e fracas, sem vida.
por algum acaso, têm vocês alguma ideia da fragilidade que vos envolve? espelham isso com atitudes prepotentes e desrespeito para com pessoas que são tão ou mais pessoas do que vocês! insolentes!
não tenho cor para vos atribuir...lamento.
pessoas que dizem trabalhar com pessoas, que tentam melhorar a sua qualidade de vida (física e meantal) são, no fundo, pessoas frustradas, que não sabem estabelecer contacto,comunicar, que têm uma qualquer disfunção (claramente mental) que os impede de perceber algo muito simples: somos todos fruto do mesmo, todos temos espaço no mundo, ninguém é mais do que ninguém... mas vocês, são muito menos do que aquilo que pensam.
desejo algo diferente de vocês: não quero um projecto de vida baseado na estupidez; quero sim, porque luto e porque tenho direito (por favor, dêm-me espaço) um projecto de alcance, de harmonia e de partilha.
PS - a todos aqueles que sentiram algum sentimento menos bom ao lerem as palavras que acabei de escrever...ela é direccionada a vocês mesmos!
aprendam a ser felizes
saudações de um ser que sabe sorrir
A.
Monday, 3 March 2008
a felicidade de quem me rodeia

sorrisos amiga, milhões de sorrisos te abraçam
querem-se nossos numa cumplicidade que parece milenar.
alô doce j.?...
sim, sou eu quem te dirige graciosas palavras
pois hoje, mais do que nunca, o teu sorriso chamou o meu :)
desejos de permanência em grandioso sentimento;
merecedoras somos ambas de tal paixão pela vida.
ansiamos, sem expecativa a mais, pelo nosso momento individual;
acompanhadas estamos de nós mesmas,e connosco seguimos e trilhamos amores e desamores.
desenho laços em ti, de todas as cores e mais algumas...
sei pintar-te quando de ti surge um esboço de alegria
e, sempre contigo, acompanho tamanha obra da vida.
um brinde à amizade, ao sentimento.
à nossa!
Saturday, 1 March 2008
Saudade em mim
Haja o que houver, eu estou aqui
Haja o que houver, espero por ti
Volta no vento o meu amor
Volta depressa, por favor
Ha quanto tempo ja esqueci
Porque fiquei longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor
Eu sei
Quem es para mim
Haja o que houver
Espero por ti
Ha quanto tempo ja esqueci
Porque fiquei longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor
Eu sei
Quem es para mim
Haja o que houver
Espero por ti
Madredeus - Haja o que houver
Haja o que houver, espero por ti
Volta no vento o meu amor
Volta depressa, por favor
Ha quanto tempo ja esqueci
Porque fiquei longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor
Eu sei
Quem es para mim
Haja o que houver
Espero por ti
Ha quanto tempo ja esqueci
Porque fiquei longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor
Eu sei
Quem es para mim
Haja o que houver
Espero por ti
Madredeus - Haja o que houver
Tuesday, 26 February 2008
Eu,Tu,Ele/Ela,Nós,Vós,Eles/Elas

o momento presente recria em mim inúmeras e dolorosas conjugações de verbos que se querem finalizados. sem desejos de entendimento, acabo, por fim, a pensar que poderei fazer de mim própria um verbo, conjugado por todos vocês, em uníssono... como se de uma sinfonia de amor se tratasse.
muitas foram as situações em que, silenciosa ou euforicamente, os entoei perante e para todos vocês. e sei que o sentiram, que eu o senti por vocês e, assim, vos fiz sentir que o sentiram. indiferente às distinções dos tempos, faço da minha presença o próprio tempo. quanto ao espaço, esse, decididamente, encontra-se fora de mim e perdido nele mesmo. sem regras e leis, passeia no à-vontade caracteristico dos fenómenos amplamente subjectivados por alguém frustrado que acabou - porque acabam sempre - por querer definir o que, sem sombra de dúvida, não se define com palavras de gente. um alfabeto aleatório e fora do nosso alcance o define...deixemos esse pormenor.
adiante...
clarifico-me e sei que sinto, porque as horas que hoje por mim passaram foram conjugadas com verbos precisos e puros, do mais límpido e trasnparente que pode existir, da forma mais lúcida à mais simples que a natureza dos seres permite existir. contactos inesperados, assim o posso definir... tavez por serem tão pouco acessiveis ou, então, por serem tão complicados de compatibilizar em nós.
assim o escrevo, porque uma borboleta me proporcionou concluir que assim era, pelo menos para o dia de hoje. e porque a mesma borboleta, tão permanente nos meus pensamentos, se deve permitir abraçar a ela mesma...e, se necessário, vou abraçar-me com ela. sim, faz-se luz quando duas almas se encontram e se partilham desta forma, quase incandescente.
e, como sempre, acredito.
Tuesday, 5 February 2008
A ria tinha de o levar...
- Segunda-feira, 4 Fevereiro 2008 - 00:30
Pescador cai à Ria e morre afogado
O corpo de José Santos foi encontrado a meio da tarde por um familiar. Eram 16h45 e o pescador de 82 anos estava desaparecido pelo menos desde as 05h00 da madrugada. Foi a essa hora que os familiares do homem encontraram o pequeno barco, de três metros e meio, no areal poente da Praia de Faro, do lado da Ria Formosa. Tinha saído para pescar uma hora antes.
in Correio da Manhã
Saudades, Sr.Zeca
Homem íntegro, generoso, humano.
A ria tinha de o levar...
Pescador cai à Ria e morre afogado
O corpo de José Santos foi encontrado a meio da tarde por um familiar. Eram 16h45 e o pescador de 82 anos estava desaparecido pelo menos desde as 05h00 da madrugada. Foi a essa hora que os familiares do homem encontraram o pequeno barco, de três metros e meio, no areal poente da Praia de Faro, do lado da Ria Formosa. Tinha saído para pescar uma hora antes.
in Correio da Manhã
Saudades, Sr.Zeca
Homem íntegro, generoso, humano.
A ria tinha de o levar...
Em vez de ser, Ser

quem somos ou quem achamos ser pode dar origem a diferentes significados de um todo coerente
ou somos partes de um todo ou nos encaixamos por partes em determinada entidade.
esta diferenciação, tão discutida ao longo dos tempos deixa, a cada um de nós, as mais diversas questões.
dúvidas e reflexões credíveis, na verdade, mas que se encontram sempre num ponto de origem comum: o facto de Sermos humanos
e, se no fundo, nos denominamos de ser humanos, há que agir como tal.
fará algum sentido sermos alguém que não somos quando sabemos verdadeiramente que alma nos ocupa?
a sério, vale a pena acreditar nas pessoas, nem que seja por breves momentos.
e se acreditar nelas nos leva a acreditar em nós mesmos, será essa então a nossa missão.
o acreditar em algo parte de nós e em nós se terá de manter.
se é recíroco ou não pouco importa, pelo menos num início pouco esclarecedor tão típico das mais de mil milhares fases da vida.
a fixação num acreditar, qualquer que seja, guia-nos permanentemente por novos trilhos e descobertas
e será nessa direcção que se encontra o Sentido
(isto para os que anteriormente ainda não se tivessem deparado com ele).
sendo indiferente ao caminho de cada um, há quem tenha dificuldades acrescidas nas escolhas,
o que no fundo se legitima pela simples razão de Ser especial.
para almas iluminadas, caminhos iluminados
e, há que dize-lo, a luz não está sempre presente e muito menos implica facilidade.
pelo contrário, há que ter magia e encotrá-la no meio de todo um aglomerado confusional de escuridão.
não sendo algo mais complicado, é sim algo com um carácter de desafio
aceitá-lo ou ignorá-lo é continuar a viver ou deixar-mo-nos levar pela ausência de sentido das coisas.
o desconforto da indecisão por vezes tortura
e procura-se pacificar a alma em pedaços insignificantes de vidas alheias.
mas será esse relamente o sentir que nos pertence?
até poderá ser, se o misturarmos com o nosso e o denominarmos como um plural acolhedor.
mas uma vez não sendo plural, será um singular
1) em construção
2) desfragmentado
3) sem aparente sentido
assim, procurar... será o verbo mais adequado e o mais permanete em nós
assim, procurar... será o verbo mais adequado e o mais permanete em nós
talvez mesmo aquele que faz mais sentido
aquele que será companheiro de viagem ou, ainda, o conteúdo da nossa bagagem emocional.
faz sentido sermos quem somos, principalmente quando somos tanto e nunca demasiado.
Monday, 14 January 2008
Wednesday, 5 December 2007
(retincências)
Serão os anjos, sempre, os seres mais ambíguos, ultrapassando uma qualquer crueldade humana tão tipicamente intrínseca? Porque escolherão sempre cores diferentes para se apresentarem perante mim? Confundem-me a visão e, consequentemente, deturpam a minha sensibilidade, antes pensada e percepcionada como a arma mais nuclear e poderosa. Armamento, armamento… despida dele me (des)encontro, me (re)encontro. Cabe-me entender assim uma paleta infinita de tons que deambulam – assim me parece – em círculos que se transformam em cíclicas espirais de entropias conectadas em alguma onda energética. O choque acontece quando esborratamos, sem intenção aparente, uma cor com outra, e assim deixa de ser cor, pelo menos a cor que era. Passa a outra, meio desconhecida, que novamente se nos apresenta… e deixa um questionamento altamente constrangedor o ar… quem és? Como te apresentas? E o ciclo assim continua, parecendo deslumbrar-se a ele próprio com esta dança iluminada de sensações jovens e pesadas, que chegam mesmo a cansar. Fadiga, fadiga, monstruosa fadiga.
Insight
Sunday, 4 November 2007
in between...
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