Thursday, 31 July 2008

Efeito P.

I understand the fascination
The dream that comes alive at night
But if you don't change your situation
Then you'll die, you'll die, don't die, don't die
Please don't die

Placebo - Commercial for Levi

Tuesday, 22 July 2008

Saber se é

às vezes sinto que sei;
e quando sei, sei que sinto.

não será talvez dificil perceber as origens, mas alcançar objectivos prevê-se ser algo um pouco mais complexo. Hajam pistas decifradas ou atalhos por corromper, sejam eles quais forem.
Enigmas que se espalham por aqui e acolá mostram-se, sempre com certos receios, a quem os olha sem ,simultaneamente, os verem.

Perto do mar, onde tudo parece um cenário mais pacífico e limpo de impurezas mundanas, encontram-se os pequenos pedaços de nós perdidos no tempo. Ficaram lá atrás, nos verbos conjugados no passado e presos em conjugações tão estranhas quanto incómodas, por vezes.
Um mergulho faz emergir novas quantidades de nós mesmos. Continuidades que se resguardavam lá no fundo mas que esperam sempre ser escolhidas para uma nova vitalidade.

Mergulhemos fundo, muito fundo então...nós estamos lá, não nos esqueçamos.

Saturday, 19 July 2008

The L-poem

saudades de te beijar
de te abraçar
de te tocar, de te ter nos meus braços
de te olhar bem de perto, de me ver no reflexo dos teus olhos.
saudades de acordar a teu lado e dizer "bom dia amor" e sorrir-te…
saudades de percorrer o teu corpo com as minhas mãos
de sentir o meu corpo contra o teu
de te olhar enquanto dormes
de te ouvir dizer que te roubo o lençol.
saudades de partilhar uma cama/colchão contigo
de partilhar uma almofada.
de beijos roubados…
saudades de TUDO em ti, de ti em mim, de nós
saudades...
saudades.

saudades...

Thursday, 12 June 2008

vamos a ver...

se fosse possivel, acho que neste momento me apropriaria de um qualquer estado de preguiça social, mas as regras não permitem que assim seja...é pena! Não pagava nem me vendia por isso...mas contava mesmo poder faze-lo. Além disso de nada me envergonho, é normal, assim penso.

as noites passadas em branco a pseudo-estudar dão para coisas assim! O felino também está a ter uma estranha manhã, deve ser do tempo, pobre! Talvez volte ao sono comigo lá mais pelas horas normais da refeição do meio-dia..ou então, pelo contrário, passeemos um pouco os dois pela loucura do sol da tarde. vá se lá saber como adivinhar os dias...!

lá do outro lado, ao longe, alguém acorda ao som dos pássaros e vai passear pela terra das pessoas livres...

Friday, 23 May 2008

Viva dótouras...!


Ao mesmo tempo que vos acredito, amo-vos e caminho ao vosso lado*

R & A & D & B

Thursday, 15 May 2008

sentires sentires

eu

e os sentires.

Saturday, 10 May 2008

Bob Marley


Redemption Song (the last one...)

Old pirates, yes, they rob i;
Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took i
From the bottomless pit.
But my hand was made strong
By the and of the almighty.
We forward in this generation
Triumphantly.
Wont you help to sing
These songs of freedom?
-cause all I ever have:
Redemption songs;
Redemption songs.

Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our minds.
Have no fear for atomic energy,
cause none of them can stop the time.
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look?
ooh!Some say its just a part of it:
Weve got to fulfil de book.
Wont you help to sing
These songs of freedom?
-cause all I ever have:
Redemption songs;
Redemption songs;
Redemption songs.

Tuesday, 6 May 2008

Just because


UM OLHAR SÓ TEU

Pic by Mel K.
Brighton@2008

Friday, 2 May 2008

assembleia das almas

uma alma inexplicavelmente bela, sentada ao meu lado, debita existencialismos e fenomenologias psicopatológicas. senta-se um pouco torcida, entre folhas e explicações. por vezes, leva a mão ao cabelo em jeito de princesa, e cantarola uns pedaços de músicas que ecoam pela sala.

a divisão, sempre tão familiar, não nos encerra. apenas nos abriga e nos deixa ser. a mesa de vime, o sofá do conforto, a bancada,a janela...a janela. Essa abertura ao mundo, agora enfeitada com as cores de uma cortina improvisada.

e tu, aí desse lado do ecrã, sorris e vês um filme animado. contas-me dias amorosos e saudáveis, sempre (e agora) tão perto de mim. as milhares de palavras que trocamos por dia sabem a pequenas carícias, enamoradas pela vida e envoltas num sentir tão doce que por vezes me sinto embriagada por nós.

um colectivo efectivamente belo..que cenário! deixo apaziguar-me e consumir-me por tão contagiante energia. três almas, separadas pelo espaço, mas que se juntam numa corrente ligada pelos sentires. um manjar das deusas que vibra.

(cenário constituido por D & I & A)

Monday, 28 April 2008

sintonias


Hoje, como ontem, sentei-me, escrevi e sonhei um pouco mais.

Se me pergunto como o faço não sei encontrar reposta, pois tudo surge de forma natural, emergindo em mim como um simples estado de ser que se impõe. Sejam quais forem as circunstâncias que perante mim se desenrolam, aqueço-me e debito o que de mim transcende.


(rompe o som do violino, da flauta, do piano desafinado, de um qualquer sopro distinto... alguém
tentando expandir uma vocalização quase desesperada)


E hoje, como ontem, caminhei, sonhando.

Sem dar rumo aos planos, ao tumulto envolvente, passos vivem nos membros e seguem, apenas. Seguem e seguem-se, sem nunca se repetirem ou sentirem o mesmo de outrora. Desfilam perante tudo o que é natureza e tudo o que esconde a natureza... porque seguem, apenas.


Talvez amanha, como ontem, me sente e caminhe novamente.

Monday, 21 April 2008

Sei lá

Dificilmente consigo alcançar um qualquer conforto em espaços como este, que não me pertencem, mas aos quais estou indirectamente ligada. A não pertença combina-se com a ausência, dando lugar à procura; procura de um espaço que espelhe tal qual o meu sorriso, assim mesmo como ele é e sente. As amarras estão praticamente soltas; anseia desprender-se de vez, deixando de vigiar continuamente obstáculos um tanto ou quanto macabros e surreais. Aquando
presa, poucos sentidos encontrei; agora quase solta, tento seleccionar sentidos que, numa bidireccionalidade objectiva demais, me direccionam ao espaço que, doravante, me irá pertencer.

Não anseio fugas ou escapatórias, mas oportunidades para olhar o infinito e fazer parte dele. Procuro um campo de flores onde possa, sem restrições, colher flores para ti, para ti e para ti...cada uma delas transportando essências tão particulares quantas as que vivem em cada um de nós.
Os sentidos accionam em nós alarmes de mudança.
Os meus acabaram de me despertar.

Sunday, 20 April 2008

Livre metáfora

uma minúscula partícula de mim tenta conciliar pensamentos.

ao lado de uma pequena mas permanente frustração académica, está uma vontade de saltar rumo às núvens, para nelas me deixar permanecer. Houvesse em mim coragem para o fazer e já outra história vos estaria a contar.
Tento contar os passos que daria até chegar lá acima...seriam tantos quantos aqueles que me impõe para chegar ao conhecimento absoluto e absurdo das práticas educativas que um dia alguém decidiu que seriam as melhores (pior: alguém ainda pensa que são mesmo as melhores e mais adequadas!)

A janela propõe-se então como escapatória ao terreno das práticas desarticuladas dos anos 80. Desconfio que mais de metade da inteligência no mundo desabrochou nessa época e por aí ficou. E, caso não se tenha perdido mas ande escondida, peço aos céus que se mostre, para que em mim se ilumine a chama da confiança e significado.

Dada a hora, já as núvens se dissiparam por entre as tonalidades escuras do céu. Assim também o conhecimento adquirido à pressão se dissipa, sempre mais depressa do que se espera.

Deixemos o passado no seu lugar. Não faz sentido tomá-lo como parte do presente quando no agora se faz tanto.

Saturday, 19 April 2008

Somos


olho a mala vermelha deixada propositadamente em cima da cama. dentro dela encontra-se um pequeno pedaço de ti, do teu corpo que explorei. não lhe toco com receio de que o meu cheiro se misture com o teu... quero apenas o teu. mantenho-a onde quero, sempre perto. quero-a ali, naquele canto. posso ve-la de qualquer perspectiva ... e presencio-te quando toco, com gestos sempre suaves, e sinto a textura, o perfume. leva-me para longe, leva-me até ti, amor...


quero-te a ti, num cenário com luzes de natal. quero-te numa carpete áspera onde passemos horas a fazer isto e aquilo. quero-te num quarto com uma janela sempre meio aberta, com vista para todos aqueles que por ela passam. quero-te. quero-te numa cozinha onde partes queijo sobre uma mesa sempre com pedaços de vidas de outros. quero-te frente a um espelho, sentada num banco a arranjar a franja. quero-te em frente ao pc a escolher as músicas mais belas. quero-te a olhar para mim e a cantar. quero-te, quero-te, quero-te. quero-te a sair de manhã lutando contra a vontade de ficar. quero-te a beber cidra enquanto eu bebo coca-cola. quero-te a fazer amor comigo. quero-te a passear na rua comigo, de mãos dadas. quero-te a sorrir e abraçada a mim. quero-te sempre porque sim.
Pic by Mel K.

Monday, 14 April 2008

Mais um pequeno pedaço de Self

sento-me e descrevo o que olhar não vê, mas o que o coração sente.
assim de repente, lembro-me dos cheiros e vivências a que agora me comprometo.
as distâncias estão tão longe que pouco conseguem alcançar...não lhes sinto muita falta. O que agora me situa tem um maior sentido, assim como uma realidade mais conveniente, e será talvez por isso que me deixo levar, como quem apanha um comboio com destino "realidade".

os destinos assim são menos crueis, mais afáveis e calorosos. Mesmo que, por momentos conscientes, me deixe permanecer em situações e vidas comuns, experimento movimentar-me e apurar-me em novos sabores. E que bem me sabem!

continuo, no entanto, a pensar que regresso e des-regresso. Tanto mais, retenho o meu pensamento em passos de corrida que vão sendo necessários e como preciso aprender a correr...sempre a direito, sem atalhos ou falsas pistas. Descortinar olhares e traços que invejam... associar proezas a bem-estar espiritual.

em sentido contrário, a evolução não é possivel. É no sentido da descoberta (o que tem continuidade) que pretendo caminhar rumo a mim mesma, como quem desbrava terrenos à procura de sementes da terra.

Sunday, 6 April 2008

NÃO SE ACEITAM MAIS TRADUÇÕES ATÉ AO FINAL DO MILÉNIO!!

Atenciosamente,
A.

Thursday, 3 April 2008

Des(encontros)

o fenómeno de lançamentos de livros, pequenas palestras, tertúlias - em particular os da área científa - geram sempre um aglomerado de pessoas do círculo. Pessoas essas que se cumprimentam e sorriem sempre, para onde quer que virem a cabeça, parecendo procurar constantemente novos conhecidos para abraçar e dizerem, com o sorriso, "eu também estou aqui, estás a ver?".

é do meu particular interesse observar estes comportamentos, na medida em que sou sempre das pessoas que não conhece ninguém, não cumprimenta nem abraça ser algum. Não me sinto peixe fora de água, sinto apenas que me deixam nadar à vontade em àguas comuns.
E a conversa e os sorrisinhos nunca acabam... mesmo durante a apresentação, deixam escapar um adeus àquela que ali ficou na mesa do fundo; ou então uma pequena mímica feita ao colega Dr., tentando passar desajeitadamente as palavras "a gente ve-se no café depois,ta?". O Dr. solta um ok (e mais um sorriso) - e neste momento já devem ter perdido alguma das ideias mais interessantes partilhadas pelo orador. Mas pelo menos o café ficou combinado!

após os devidos discursos, era hora de presentear o público com alguns momentos musicais: ora temos um fadinho, ora um sambinha. O radical nisto tudo foi ainda termos um jazz e um remix... e tudo isto com as simples palavras de Florbela Espanca...ai o amor, ai o amor!!

quando dou por mim, já a sessão acabou e todos se dirigem para um novo aglomerado. caminho para lá e... fez-se luz!após uns copos de vinho do pó, uns canapés e uns dedos de conversa, lá comprei o livro da senhora - afinal, gostei de tudo à volta dela, sejam palavras,
sorrisos ou expressões.

Referência (não segundo as normas da cooperativa...poupem-me) - "Eu quero amar, amar perdidamente" Isabel Abecassis Empis

não sei discernir bem se gosto destes eventos pelo facto de ser sempre anónima entre os presentes, ou se, pelo contrário e pegando na ideia da minha acompanhante de sempre nestas rondas, "a gente gosta é de festa!"

independente da razão,venha a próxima :)

Tuesday, 1 April 2008

*

vamos extrapolar o ridiculo...porque não? hajam almas corajosas que o façam prontamente!!desafio quem neste jogo entrar a trasnformar-se, a desejar-se. não cedam a limites, ultrapassem-nos e ergam-se...
não se cansem, não deixem de desejar, vamos embriagar-nos de sentires e actos ilegais!

(o corpo estendido no chão, ofegante, não quer cessar... chama por mais, anseia o limite)

as palavras coexistem com ritmos pretensiosos de imagens pensadas, mesmo que ninguém lhes perceba o sentido. afinal, o ridiculo de ser ridiculo é ser apenas ridiculo...com loucura, sem lógica significativa. e o que atrai em tudo isto é a desforra contra a seriedade e limitação, a prisão do não ser politicamente correcto.
assustador? não, de todo. libertador? por certo será.

peace*

ausências e constrangimentos

o "deparar-me com", depois de uma breve ausência, empurra-me, de súbito, para um agir pouco pensado, impulsivo e deveras estranho. com alguma comédia negra pelo meio, vejo que estas situações acontecem de forma totalmente imprevista e sem lugar previamente marcado.
moldado também pela sua sequência extensa e numerosa, dou vagar à memória para retornar a outros tais momentos incólomes. sinto então que um filme desfragmentado se desenrola perante mim, e pedaços de pedaços meus se tentam unir com o intuito de formar um sentido que nitidamente nunca teve...nem terá.
de braços dados, vem uma imaginação discreta, que tenta vestir-se de transparente e passar despercebida. a desgraça está mesmo nessa trasnparência... porque se vê. e nela se afiguram vultos desordenados de passados um tanto ou quanto atormentados, seja pela alegria, ou pela insanidade de ser alegre.
nesta sequência doentia, tenta, ainda que timidamente, emergir a lógica das pertenças. sim, porque perante a descrição acima elaborada, uma certa confusão reina no mundo dos pensadores pensantes. mas, como é sabido, ninguém se descuida de um laço prontamente amarrado ao peito, junto à bomba que nos permite viver e, sobretudo, gostar de viver.
quebram-se as leis, derrubam-se muros, debatem-se ideias, transformam-se mentes...
e tudo isto à mercê de qualquer um, sem custos adicionais.

have a nice day :)

Thursday, 20 March 2008

DCD - Hymn for the fallen

My attends to you as a mother fears while her children sleep
Now look, see how they're dreaming
The black reciteries, while the children dream
Don't go so deep in slumber
Where you'll shy
Know you'll wander in sleep
Don't you fly too far away
Some men die without crying
Suffering so long and alone
Softly, children, dry your eyes
Gently, children, be wise
My attends to you as a mother hears all her children's fears
So don't cry, all will wash away when we pray
Soon, soon, soon, soon, soon
So if it's okay, i'll wait with you while the sun began to shine
Oh look, your wings are broken
But never a lie was spoken
The murdered thing is love, you see
Drifting on a lake of memory
Now sleep, close your eyes and have no fear
A wide blue sky is very near
Soon, soon, soon, soon, soon
Now sleep, close your eyes and have no fear
A wide blue sky is very near

Monday, 17 March 2008

sentimentos que se elevam


faço pesquisas de memórias em registos pendentes

deixei-os assim por, simplesmente, assim terem de ficar

actos irreflectidos ou mecanismos de defesa...sejam lá o que forem, ficaram em espera.

devolvo-os agora a mim mesma como quem se devolve a uma pátria, a um ninho

no fundo, onde pertenço é onde não quero estar

o meu "estar" encontra-se, neste momento, num paradoxal campo de existência.

sem mapas ou coordenadas, sigo pensando

e escolho seguir emoções, impulsos e existências com sentido,

oportunidades reais, situadas num "ainda" não palpável.

se me encontrarei ou não, é questão que permenece adormecida

mas decerto (e com esperança espero que) um espaço me irá ser concedido.